Experiências de Agricultura Urbana e Peri-urbana em Portugal
Neste espaço são apresentadas algumas experiências de promoção da agricultura urbana e peri-urbana em Portugal. Neste conjunto de experiências fica patente o dinamismo existente nas cidades em Portugal nesta matéria, a diversidade de abordagens utilizadas e as distintas configurações de instituições envolvidas. Algumas destas experiências estão já sinalizadas no Mapa da Agricultura Urbana em Portugal. Para receber convite para sinalizar experiências neste mapa envie os seus dados para grau@esac.pt.
AlcocheteNo âmbito do projecto “Hortas Sociais”, a Câmara Municipal e a Fundação para a Protecção e Gestão Ambiental das Salinas do Samouco disponibilizam dezoito talhões de terra para produção agrícola. Até 7 de Março, os interessados em usufruir de uma horta podem efectuar a sua inscrição na Divisão de Educação, Desenvolvimento Social e Saúde da Câmara Municipal. Para além de fomentar o desenvolvimento de uma cultura agrícola, este é um projecto que promove a educação ambiental, incentiva as práticas de uma agricultura biológica e dá resposta a necessidades de pessoas ou famílias com poucos recursos que desta forma podem obter produtos agrícolas a um custo reduzido. Localizados no Complexo das Salinas do Samouco, no terreno adjacente à Estrada Municipal 501, os talhões apresentam áreas de ocupação que variam entre os 50m2 e os 700m2 e estão equipados com caixas de compostagem e casas de apoio para armazenamento de materiais.
AlmeirimA Câmara Municipal de Almeirim vai ceder dois hectares de terreno para a criação de hortas biológicas urbanas, um projecto que deverá ver a luz do dia ainda durante os primeiros três meses deste ano. A cooperativa de produtos de agricultura biológica, Agrobio, é parceira da edilidade nesta iniciativa, colaborando na formação de agricultores que estejam interessados na exploração destas hortas, no acompanhamento destes agricultores e na certificação dos seus produtos. A propósito das novas hortas biológicas, a autarquia de Almeirim vai promover, também, a realização de um mercado semanal exclusivamente para produtos biológicos.
BejaO projecto de Hortas Urbanas da CM de Beja localiza-se entre a Quinta d`El Rei e o Bairro do Pelame. Ao todo são 138 talhões com cerca de 1,2572 ha regados com recurso a uma nora tradicional. A pensar no ambiente, o sistema de adução da água para as hortas será garantida por um sistema de rega gravítica que acompanha o declive suave do terreno através de pequenas quedas de água.
BragançaAcordo entre a Obra Social Padre Miguel (OSPM) e o Instituto Politécnico de Bragança (IPB) prevê recuperar antigas hortas que se encontram sem cultivo no raio de um quilómetro em torno das instalações, na zona de São Lázaro. São oito hectares cedidos pelos proprietários de onde espera colher uma variedade de alimentos agrícolas para as 500 refeições diárias fornecidas nas diferentes valências, dos idosos à creche, num total de perto de 300 pessoas, incluindo 90 funcionários. O IPB colabora, fornecendo conhecimento e dispondo de espaço para a prática dos alunos da Escola Superior Agrária
CaminhaA Câmara Municipal de Caminha vai arrancar com um novo projecto no concelho - Hortas Urbanas. Nesta primeira fase, a Autarquia criou o projecto Hortas Urbanas - Quinta da Barrosa, em Vila Praia de Âncora, que vai disponibilizar 20 parcelas, para de 66 m2 cada, para a produção agrícola familiar. No total, a Câmara criou, nesta primeira fase, 20 parcelas com uma área de 66 m2 (6*11) cada, na Quinta da Barrosa, um local que se encontrava em pousio há muito tempo. No entanto, a Câmara pretende estender as hortas urbanas a outros locais.
CascaisA Câmara Municipal de Cascais e a Agenda Cascais 21 desenvolveram o Programa “Hortas de Cascais” com o objectivo de reforçar o contacto com a Natureza, promover a sustentabilidade e estimular a aprendizagem de um estilo de vida saudável. São duas as vertentes do Programa “Hortas de Cascais”: as “Hortas Comunitárias” e as “Hortas em Casa”. As “Hortas Comunitárias” são locais de convivência entre munícipes de todas as idades, onde se desenvolve o espírito comunitário e se pratica uma agricultura de lazer. O Programa disponibiliza, a cada agregado familiar aderente, um talhão para a prática de uma horticultura sustentável, um local para abrigo de ferramentas, formação nos princípios da agricultura biológica e acompanhamento técnico. A vertente “Hortas em Casa” pretende dotar os munícipes de competências na área da agricultura sustentável, através de formação e acompanhamento específicos, para que possam desenvolver uma horticultura responsável e segura, nos seus espaços privados.
CoimbraAs Hortas Sociais do Ingote resultam de um projecto de reestruturação do espaço agrícola existente na envolvente do Bairro do Ingote, em Coimbra. Em 25 talhões de 150 m2, a Câmara Municipal de Coimbra, em parceria com a Escola Superior Agrária de Coimbra (ESAC), promove, através da adopção de um modelo de agricultura sustentável, a integração social e a qualidade de vida dos habitantes do bairro.
As Hortas Sociais do Bispo, são um projecto que resulta da parceria entre a ESAC e a Freguesia de S. Martinho do Bispo. Estas Hortas foram instaladas no campus da ESAC e proporcionaram o acesso de 11 famílias a talhões de 75 m2. Este projecto proporcionou a reabilitação de uma área degradada e a reutilização e reabilitação de património edificado. GuimarãesA Horta Pedagógica e Social de Guimarães é um espaço de domínio público, onde se possibilita a melhoria da qualidade de vida das populações e o aumento da experiência prática e sensorial na ligação com a Natureza, que se traduz na possibilidade de contacto entre a população e as espécies agrícolas que utilizamos na nossa alimentação, através do seu envolvimento em diversas actividades. A Horta Pedagógica apresenta um conjunto de actividades de educação ambiental, nomeadamente um espaço dedicado à compostagem, disponibiliza diversos serviços e promove múltiplas iniciativas, nomeadamente para festejar datas comemorativas do calendário rural/ambiental.
FunchalO projecto das Hortas Urbanas Municipais teve início em 2005, com a inclusão no Jardim Público da Ajuda de uma área dedicada à agricultura urbana e distribuída pelos munícipes interessados. Desde então, várias áreas (quase todas com origem em cedências urbanísticas) têm sido aproveitadas com o mesmo fim, esperando-se que esta iniciativa municipal tenha um efeito multiplicativo no surgimento de novos espaços agrícolas e na forma de encarar a agricultura como parte integrante da paisagem da cidade do Funchal. Consciente das vantagens das hortas urbanas e do papel que poderão representar na economia familiar, a partir de Outubro de 2011, a autarquia decidiu integrar a componente de pecuária com animais de pequeno porte. Pretende-se, com esta iniciativa, estimular práticas de cultivo que aproximem o cidadão da natureza, no respeito pelos equilíbrios ambientais. Em 2012, a área total de hortas municipais supera os 29.900 m2, distribuídos por 17 projectos, e abrange um universo de 460 munícipes e respectivos agregados familiares.
LisboaEm Lisboa, a AVAL (Associação para a Valorização da Alta de Lisboa) pretende promover um “Desenvolvimento societário através de acções de valorização ambiental em comunidades locais”. Para isso, propõe-se, entre outras acções, implementar o PAAL – Parque Agrícola da Alta de Lisboa – Hortas comunitárias para residentes; colaborar na implementação de hortas escolares e na valorização ambiental de espaços exteriores das escolas da Alta; implementar um programa de “hortas portáteis” para casas, varandas e coberturas; formar e integrar residentes interessados em acções de manutenção de espaços verdes (condomínios,espaço público); iniciar a formação em agricultura biológica com a Agrobio – “Curso horta/jardim e realizar um Seminário Nacional sobre Agricultura Urbana.
A Horta Popular da Calçada do Monte surgiu de forma espontânea e "da motivação de várias pessoas" que, num terreno abandonado há uma década, "decidiram pôr mãos ao trabalho para o tornar num espaço hortícola e de lazer". Serão 15 as pessoas que participam no cultivo desta horta, entre membros do GAIA e moradores do bairro circundante, tendo apenas de cumprir certos princípios essenciais: não ter sementes transgénicas, pesticidas, insecticidas e herbicidas. O terreno da horta pertence à Câmara de Lisboa, não existindo, contudo, um documento que formalize a sua presença. Organizada num movimento com outras Hortas Populares de Lisboa integra um movimento que pretende partilhar conhecimentos e vontades. |
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